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Especial JUNHO 2006
VIGÉSIMO SEGUNDO FESTROIA-PORTUGAL!
Dois filmes brasileiros concorrem ao prêmio COSTA AZUL
22º FESTROIA - Festival internacional de Cinema de Troia Setúbal - PORTUGAL
Únicos Dois Filmes Brasileiros concorrem ao prêmio COSTA AZUL: CAFUNDÓ, de Paulo Betti e MEMÓRIAS DA CHIBATA, de Marcos Marins.
PRIMEIRO DIA: 02 de Junho de 2006:
Abaixo, Marcos Marins, diretor do filme brasileiro MEMÓRIAS DA CHIBATA, chegando na seção de abertura do 22º FESTROIA que ocorreu no mesmo cinema (FORUM LUIZA TODI) em que será exibido o filme de Marcos Marins no dia 7 de Junho. (cartaz do MEMÓRIAS na parede):

O 22º Festroia dedicou a sua sessão inaugural à projecção do filme mudo “Terje Vigen” TERJE VIGEN, de Victor Sjostrom, feito em 1917, extraído de um poema de Henrik Ibsen, o famoso escritor de quem se assinala também este ano o centenário da sua morte. Um pianista norueguês interpretou ao vivo a trilha sonora do filme, dando ao público o ambiente das antigas projeções de filmes mudos. O auditório lotado aplaudiu muito ao filme e ao pianista. Terge Vigen é um marinheiro (não da Marinha de Guerra) valente que conduz bem barcos, mas pede afastamento para viver com sua mulher e filha recém-nascida no interior da Noruega. Com o bloqueio da Marinha inglesa aos portos, em meio a guerras napoleônicas, o país fica muito pobre, e para não morrer de fome, Terge volta ao serviço no mar. Ele é capturado pela marinha inglesa e, apesar de argumentar que precisa cuidar de sua família, o comandante impiedoso o prende por 7 anos. Após ser solto, descobre que sua mulher e filho morreram de fome. Volta a conduzir barcos de pesca, certo dia socorre uma corveta e nela reencontra o impiedoso comandante inglês. O que fazer? Vingar ou perdoar? Terge ao tentar usar a filha do comandante como refém, a abraça e vendo que ela tem hoje mais ou menos a idade de sua filha, consterna-se e perdoa o comandante. Não quer mortes. O comandante agradece. Ele diz: "Não fui eu que salvei o senhor, foi sua filha quem me salvou!".
No primeiro dia, Marcos Marins, também coordenador do site e lista CINEMABRASIL conheceu Fernanda Silva, diretora do FESTROIA há mais de 10 anos, entregou o cartaz, e soube então que o FESTROIA não tem debates com os diretores e o público/imprensa. Uma pena, pois seria uma forma de valorizar o tema brasileiro abordado em cada um dos filmes que representam o país no festival. Tudo bem, vamos vendo como podemos melhorar. Darei sugestões.

O longa-metragem da noite, FACTOTUM, de Bent Hamer, vem como um exemplo do novo cinema norueguês. O seu protagonista, personagem misto de escritor e faztudo enquanto não escreve, tem o olhar blasé, morno e indiferente, dos contra-galãs do cinema que já não é tão novo assim, desde que James Dean criou o tipo. O ator Matt Dylan no entanto nos conquista com sua presença:

Clique aqui para acessar o site oficial do festival.

SEGUNDO DIA: 03
Fomos conhecer a praia de TROIA, que dá o nome ao festival, FESTROIA. O acesso é por "ferry boat"(barca), mas estava grande parte da praia em obras. Deu para tirar umas boas fotos.
O segundo longa-metragem em competição oficial de longas do FESTROIA foi "IN BED".

Um filme rodado em vídeo mas com uma gama de cores e cinzas muito ampla, apesar de algum serrilhamento. O filme convence tecnicamente, e tem, artisticamente, relampejos de criatividade alternados com momentos de déjavu, como os longos diálogos entre o casal. Os pontos altos da criatividade do filme são: 1) o início agressivo sonoramente, em contraste com cenas suaves e quase abstratas de detalhes de um casal na cama fazendo sexo; 2) a mudança de abordagem para um intimismo quase absoluto (o filme só tem o casal o tempo todo, conversando); 3) alguns diálogos criativos como a conversa de cinema onde cada um sugere cenas para um filme, ele cenas de filme policial, ela, cenas de filmes mais românticos. Contudo, após a longa maratona de sexo e papo íntimista, que culmina finalmente nos dois conhecerem um ao outro profundamente, tudo leva a crer, que o que ocorreu ali não terá representado nada, como todos os encontros de sexo casual. Nada novo.

TERCEIRO DIA: 04
Hoje teve um coquetel para os Jurados e jornalistas em geral. Fui convidado e encontrei o Guido Araújo da Jornada de Cinema da Bahia. A Nélia, que é diretora da Jornada, eu tinha já encontrado por acaso, durante o dia. Ela mora aqui em Portugal, e coordena a Jornada à distância, me disse, e quando fica mais próxima a data, ela então vai para o Brasil. Nélia me apresentou ao Fernando Farinha, fotógrafo oficial do festival, e que conhece todo mundo, e também ao dono da revista EUROMOVIES, Carlos Hugo Aztarain que disse que colocará algo sobre o Memórias da Chibata na revista dele, aliás uma revista que, segundo ele, vai para muitos ministérios, muitas embaixadas, para redes de televisão, etc. e tem patrocínio inclusive da GLOBO TV.
Houve um curta sobre a relação de um menino com a morte. Muito legal:

O longa da noite foi sobre uns velhinhos que vivem numa aldeia, tem um que puxa o trailer, outro que está à beira da morte, mas enfim, sobre uma realidade muito distante, difícil de acompanhar. Tem momentos de grande humor, de ternura, mas também é meio-filme-policial. No final, o carregador do trailer resolve ir embora do vilarejo, e se libertar, apesar da ameaças do oficial.

QUARTO DIA: 05
Durante o dia, cheguei ao cinema LUIZA TODI, mas o público era pequeno, vim para a sala de imprensa atualizar site e liberar mensagens da lista.
Hoje teve uma homenagem ao embaixador da Noruega, e ao cinema norueguês. Veja abaixo minha foto com a diretora do festival FERNANDA SILVA no coquetel.

Acima Fernando Farinha e o dono da revista Euromovies.
Conheci ali o ator grego Georges Corraface, que me deixou seu cartão. Ele está a procura de cineastas brasileiros que representem o new brazilian cinema. Depois coloco isso melhor na lista cinemabrasil, que congrega 2 mil profissionais de cinema. Ou quem tiver interesse, deve escrever para marcos@cinemabrasil.org.br que eu faço a ponte.
O curta da noite foi sobre umas velhinhas internadas num abrigo, uma em estado terminal, Agnes, fica contando sobre um suposto namorado atrás do qual "ainda correria atrás se tivesse 15 anos menos". Uma colega de quarto sisuda, e que parecia não ouvir Agnes, enquanto vê o enterro através da janela, narra um final feliz para a história de Agnes.


O longa da noite, O COBRADOR, bem forte, trata de um cobrador de impostos que sente prazer em confiscar bens, até mesmo máquinas que num hospital estavam mantendo pessoas vivas, e uma morre em frente da sua impassividade:

QUINTO DIA: 06/06/06 - o 666, o dia da besta.
Para nos aproximar dos céus, fomos até o Santuário de Fátima, a 180 quilômetros de Setúbal. Maior que uns dois estádios do Maracanã, com igreja, capelas, e um palco para show religioso. Um espetáculo a missa em inglês, rezada na capela onde dois irmãos viram a aparição de N.S. de Fátima, e depois faleceram. Aluguei um automóvel, mas já devolvi. Foi só por um dia. Voltamos ao hotel às 21 horas.
Durante o jantar, conheci a dona do INFOBRAZUCA, um jornal para a comunidade brasileira de Setúbal, segundo ela 22.715 brasileiros numa cidadezinha que parece ter menos de 500 mil habitantes (Portugal todo tem uns 10 milhões). Cláudia ficou de publicar algo sobre o Memórias da Chibata e o Cafundó no próximo número. Com ela veio um amante do cinema, Ângelo Reis, cineclubista na Universidade de Coimbra, quando fazia... "engenharia". Trocamos contatos.
Hoje não deu para olhar o longa da competição oficial às 21:30 (inclusive, curiosidade, que é a hora em que a noite cai aqui em Portugal, Setúbal e Lisboa).

SEXTO DIA: 07
Hoje passou o filme de Paulo Betti, CAFUNDÓ:

Um filme belíssimo, muito bem feito, profundo, e de imagens de uma plasticidade incrível. João Camargo, o negro ex-escravo que após a peste atacar o Brasil torna-se um pregador, um homem quase santo, um homem que cura, que atende pedidos, o "papa negro", como um jornal da época noticiou no início do século vinte, após a chegada da iluminação elétrica. Uma pena que os filmes brasileiros tenham sido colocados em horários assim, manhã e tarde. O FESTROIA tem um jornalzinho diário ÓTIMO, um excelente instrumento que poderia estar sendo utilizado para divulgar os filmes do dia seguinte, mas apenas relata (COM GRANDE QUALIDADE DE TEXTO E IMAGEM) o que aconteceu no dia anterior. Falei assim que cheguei, dei a sugestão, mas não deu tempo. Na sessão do CAFUNDÓ, 20 pessoas, se tanto. Vamos ver se melhora para o CHIBATA.

SÉTIMO DIA: 08
Conheci hoje o crítico italiano Federico Pontiggia, do site www.cinematografo.it e que escreve para várias revistas especializadas de cinema e alguns jornais diários na Itália. O site dele tem um BANCO DE DADOS de filme italiano parecido com o do www.cinemabrasil.org.br e acredito que possamos nos corresponder após o festival. Trocamos contatos.

OITAVO DIA: 09
Hoje foi dia da Exibição do "MEMÓRIAS DA CHIBATA". Quando cheguei ao cinema FORUM LUIZA TODI, às 11:50 para ver com o projecionista se estava tudo ok, se tinha dolby, se a janela que ele utilizaria seria 1,85 e tudo o mais, encontrei na portaria o jornalzinho FESTROIA de ontem, dia 08 e com uma foto na capa do filme MEMÓRIAS DA CHIBATA, indicando a página 7. Na página 7 mencionava a participação brasileira com uma sinopse do filme que está na sessão de encerramento do competição O HOMEM E A NATUREZA. O resultado desta divulgação foi sentido: 60 pessoas ou mais na sessão, muitos jovens, e pessoas de todas as idades. Para uma seção iniciando às 15 horas, está bom. Se tivesse sido programado à noite, teria dado mais público, mas a competição O HOMEM A NATUREZA, que foi exibida no cinema LUIZA TODI, mesmo da competição oficial de longas-metragens, toda foi de manhã ou à tarde. Veja dois flashes do dia:


Marcos Marins falou ao público presente que no Brasil são produzidos de 50 a 60 longas-metragens e, tal como em Portugal, poucos são aqueles que ficam mais de uma semana nos cinemas. Que são produzidos de 250 a 300 curtas-metragens e poucos atingem o público. Que 90% dos filmes nas telas dos cinemas e da TV são filmes norte-americanos. E que um festival como o FESTROIA que integra cinematografias independentes de toda parte do planeta podem servir para unir forças de todos nós que não somos Hollywood, para criarmos novos circuitos de exibição mais democráticos. A parte dele ele fez, foi informar que basta entrar no GOOGLE.com, ou YAHOO.com, ou MSN.com e digitar as palavras cinema , brasil, para que a primeira linha de resposta seja o site CINEMABRASIL.ORG.BR através do qual, quem estiver interessado nos filmes ou cineastas brasileiros, vai encontrar uma direção.
Para falar com o diretor do curta MEMÓRIAS DA CHIBATA e coordenador do site CINEMABRASIL escreva para:
Diretoria@cinemabrasil.org.br


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