Favor habilitar Javascript! CINEMA BRASIL NA INTERNET - CINEMA BRAZIL NA INTERNET

  Other Idioma?  
clique no banner acima                                                    
  Contato O Projeto
Mapa do Site
| Início | Acervo de Filmes | Roteiroteca | Vídeo online | Debates | Cadê Profissionais? | Memória |
|
Cine Matérias

Seu filme favorito

A Produtora
O que é o Projeto
Quem aprova
COMO PATROCINAR
Matérias/Artigos
Política/Mercado
Festivais/Concursos
Dicas de Produção
|

CURTA-SE
TERCEIRO FESTIVAL DE CURTAS DE SERGIPE

DIA 02/06/2003



Hoje aconteceu o SEMINÁRIO CINEMA BRASILEIRO
o Primeiro Painel é Curta-Metragem, idas e vindas
e o segundo Painel é Memória do Cinema e Cinema Digital,
para o qual fui convidado para ser o coordenador da mesa.

Vou falar deste seminário sobre MEMÓRIA DO CINEMA:


Participaram da mesa também:
Dra. Maria Dora Mourão - FORCINE 
Luís Fernando Petzhold - consultor de tecnologias digitais
Darcy Cunha da CINEMA COPIAGENS-SP
e eu
Marcos Manhães Marins - cineasta

Apesar de ter participado de encontros sobre Memória e
Preservação no CineCeará de 2002, pouco depois do episódio
do MAM, em que metade do acervo de matrizes foi transferida
para o Arquivo Nacional, e de ter participado do encontro
no próprio Arquivo Nacional para discutir métodos de
preservação e tratamento de imagens das matrizes danificadas,
com abordagem desde o restauro óptico/mecânico até as técnicas
digitais complementares, passando pela discussão ainda viva
se é válido armazenar matrizes em mídia digital (Hard Disks,
Fitas HDTV, etc) em lugar de armazenar película, apesar disso,
tenho convicção é a de que em meu lugar deveria ter sido
convocado Carlos e Myrna Brandão, do CPCB - Centro dos
Pesquisadores do Cinema Brasileiro, que tem coordenado os
trabalhos de restauro de filmes como Aviso Aos Navegantes,
O Ébrio, e muitos mais.

A princípio, escrevi para Carlos e Myrna, e lhes pedi um
panorama da situação. Mas ao me debruçar sobre o tema,
fui montando uma forma de eu fazer a coordenação da mesa,
com os conhecimentos que eu já tinha acumulado ao longo
de anos, da minha experiência como engenheiro eletrônico
da Líder Laboratórios por 5 anos, engenheiro de projetos
da TV GLOBO por 4 anos, e também através do debate que
a lista CINEMABRASIL travou quando o MAM anunciou um
prazo para que todos retirassem suas matrizes de lá,
vindo até recentemente, quando a Prefeitura do Rio 
anunciou que colocará recursos e que o MAM é patrimônio
público.

No final, deu tudo certo. A mesa apresentou bem os
problemas e as soluções para a área de interseção 
entre Memória do Cinema e o Cinema Digital, que é
a preservação do material filmado.
A Memória engloba tanto a difusão do acervo, através
de fichas, cópias de fotos e trailers em baixa definição,
artigos e textos, apenas para fazer circular, manter
viva a memória dos filmes brasileiros, trabalho que o
site www.cinemabrasil.org.br tem feito desde 1995, com
cerca de 7 milhões de páginas lidas por cerca de 1,7
MILHÃO de visitantes individuais do Brasil e do mundo,
como também a RESTAURAÇÃO e preservação do material
fílmico, matrizes, cópias 35/16mm, fitas, documentos.

Maria Dora falou sobre a importância estratégica das
políticas públicas que mantenham a memória cinematográfica
brasileira viva e circulante, assim como da deficiência
das Universidades que hoje não formam profissionais
especializados na preservação de filmes, com toda a base
de conhecimento sobre a história de cada filme, sobre a
ética de restauro, para que não se faça um revival, uma
nova versão não autorizada, em vez de simplesmene restauro.

Luís Petzhold falou das possibilidades do cinema digital
tanto para garantir, nas produções atuais e futuras, a
preservação digital, criando desde o começo um intermediate
digital, através da DATACINAGEM e armazenamento em arquivo
digital, para posterior tratamento ou conversão para qualquer
outra mídia, inclusive película 35mm ou 16mm. Falou também
das novas possibilidades de produção para estados como o
Sergipe, que não filma longa-metragens a 20 anos, que não
filma curta-metragens a outros tantos anos, tendo apenas
10 videastas associados à ABD-SE.

Darcy Cunha falou da preservação dos negativos dentro do
próprio laboratório, durante os anos em que o filme se
encontra em produção, pós-produção e lançamento. Falou
dos arquivos climatizados, e também dos filmes que o
grupo CINEMA/LABOCINE já restaurou, Vidas Secas de 
Nélson Pereira dos Santos, O Ébrio, etc.


Antônio Leite

O mais surpreendente foi que muitos jovens da platéia
fizeram perguntas para um tema a princípio "chato" como
este da discussão entre preservar o passado do cinema
com as tecnologias do futuro. O ator sergipano Antônio
Leite (SARGENTO GETÚLIO de Hermano Penna) também fez
muitas indagações pertinentes. Um colecionador e dono
de locadora de fitas em Sergipe fez suas ponderações,
e o debate pareceu ser bastante positivo para atingir
o que a Rosângela Rocha pensou quando idealizou este
seminário, que era motivar mais pessoas da região a
apoiar, fazer parcerias, doar cópias de películas ou
fotos, cartazes, etc. que porventura tenham em seus
arquivos particulares para formar um MEMORIAL DO CINEMA
em Aracaju, projeto que já está sendo encaminhado.

Maria do Rosário Caetano (CORREIO BRAZILIENSE) entrou
na discussão sobre qual deve ser a política para se
investir em cinematecas. Ela acredita que os recursos
devam ser concentrados em uma única cinemateca, a
exemplo da Cinemateca Francesa, Cinemateca Russa, etc.
Eu falei do que tenho ouvido nos diversos encontros
sobre o tema preservação, que é estimular a criação
de centros regionais de guarda e preservação, mais
para cópias de alta qualidade dos filmes locais, e
para a sua circulação entre as pessoas da região,
porém sempre EM CONVÊNIO, articuladas com um arquivo
central, para que não haja desperdício de recursos
financeiros, mas também para que *não se coloque
todos os ovos dentro de uma mesma cesta*. Se todas
as matrizes e cópias estiverem armazenadas em um
único lugar, isto torna possível a perda total de
nosso acervo de filmes nacionais, caso ocorra uma
enchente, um incêndio, ou simpesmente um descaso
por parte das autoridades que cuidem do arquivo
único de filmes. CRIAR UMA REDE de arquivos, ou
mini-cinematecas por todo o país, parece ser o
objetivo de longo prazo, claro sem perder de vista
que devemos ter UMA OU DUAS grandes cinematecas
centrais.

Quando se fala de preservar através de técnicas
digitais, é bom ressaltar que para um filme receber
os tratamentos digitais de imagem, ANTES DE TUDO
ele deve ter uma MATRIZ em condições de ser carregada
no TELECINE HD, ou no DATACINE, e que perfurações
arrebentadas, negativos que encolheram, gelatinas
mofadas e descolando, só podem ser corrigidas pelo
restauro óptico, ou seja, fotografando quadro-a-quadro
cada fotograma da matriz original. Que quando uma
televisão monta uma videoteca com fitas beta a
partir de matrizes em condições razoáveis, isso não
significa RESTAURAÇÃO, mas apenas armazenamento de
cópias de baixa qualidade (mesmo o HDTV tem apenas
1 MEGApixels por frame, e a fita betacam tem bem
menos do que isso, enquanto o cinema tem de 8 a
12 Megapixels por frame) para DIFUSÃO da memória.
Restauro é outra história.

Uma questão complexa, mas que só vai ser equacionada
através de muito debate e encaminhamento político. E,
como eu disse à platéia sergipana, é através da
organização deles nas associações e sindicatos do
cinema, e estes dentro do CBC e/ou diretamente 
dentro das instâncias de governo, através da cobrança
às autoridades locais e federais é que o Governo
irá ouvir a sociedade e instituir uma POLÍTICA PÚBLICA
voltada para a preservação e circulação da memória
do cinema, em especial do cinema sergipano, que 
aponta para uma retomada.


Programação completa:

SEGUNDA-FEIRA - 2 DE JUNHO 
 
Espaço Cultural Yázigi
9h – Mostra Competitiva Vídeo
A Traça Teca, de Ana Luiza Pereira
Além do Picadeiro, de Bia Marques e Eduardo Ades Moraes
Animareco, de Maria de Fátima Seehagen
Armadilha Para Turistas, de Alexandre Camargo
Carlos Drummond de Andrade, JCV Produção Editorial
Com Passos de Moendas, de Elisa Maria Cabral
Em Busca do Tempo Perdido, de Tarcísio Duarte
Feira Livre, de Alexandre Obraczka
Felicidade Artificial, Universidade Estácio de Sá
Identidade, Núcleo de Cinema TGD
Jardim do Nêgo, de Marco Beranger
Kinografias com o Conteúdo Cintilante da Latrina, 
        de Roberto Alves Sampaio
Na Lona, de Stefan Hess
Num Momento de Claridade, de Adolfo Borges
O Ciclone Lento e Sutil, de Cristiano Brant Trindade
O Hotel, de Caio Cobra
Oscar Araripe, de Marinho Antunes e Cezar Tolentino
Roleiros, de Guilherme Bacalhao
Santa Puta, de Wagner Mazzega, Márcio Venâncio e Beto Correia
Senhoras, de Allan Ribeiro da Silva
Tambores de Corpos, Imagem Produções Artísticas Ltda.
The Same Old Choice, de Joana de Almeida Meniconi
Vamo Lá Pá Lapa, Universidade Estácio de Sá
Viva, de Arturo Querzoli e Zétó Sé
We Belong, de Sérgio Sá Leitão
Acesso: 1 kg de alimento não-perecível (Campanha Fome Zero)

14h – Seminário Cinema Brasileiro
Painel 1: "Lei do Curta-Metragem: Avanços e Retrocessos?"
Coordenador: Pola Ribeiro – ABD/BA 
Convidados: Leopoldo Nunes – SAV/MinC (DF), 
Marcelo Laffitte – ABD Nacional (RJ), 
Drª Ruth Albuquerque – Consultora da ANCINE (RJ)
15h30min – Coffee break
16h - Seminário Cinema Brasileiro
Painel 2: "Memória e Cinema Digital"
Coordenador: Marcos Manhães – Lista Cinema Brasil (RJ)
Convidados: Darcy Cunha – Cinema e Copiagem (SP), 
Drª Maria Dora Mourão – ECA/USP, 
Luiz Fernando Petzhold – Consultor (RJ)
Acesso: livre (mediante inscrição anterior)

Teatro Atheneu
15h - Mostra Informativa - Festivalzinho - 56'58"
Animareco, de Maria de Fátima Seehagen
O Grande Prêmio, de Ricardo Luiz de Almeida Pinto
O Lobisomem e o Coronel, de Elvis K. Figueiredo e 
   Ítalo Cajueiro
Comilança Animal, de Caó Cruz Alves
A Traça Teca, de Ana Luiza Pereira
Consulta Médica, Jon Tojek
Armadilha Para Turistas, de Alexandre Camargo
A Árvore do Dinheiro, de Marcos Biccini e Diego Credidio
O Limpador de Chaminés, de Rodrigo John
Acesso: alunos da rede pública

16h – Mostra Competitiva 16 mm - 133'
A Vingança de Kali Gara, de Jerri Dias
Âmago, de Ana Paula Nunes
Candeias: da Boca Pra Fora, de Celso Gonçalves
Em um Bar, de Patrícia Freitas
O Metro Quadrado, de Flávia Cândida
Pois É, Vizinha, de Leo Artur Sassen
TPM: Tensão Pré-Matrimonial, de Sérgio Rossini
Verdade ou Conseqüência, de Aleques Eiterer
Acesso: livre

Tenda Cultural - Shopping Jardins
16h - Performances e esquetes teatrais
"The End" - Diane Veloso
16h30min - Homenagem Especial Wilson Silva
Enfim Sós Com o Outro
Acesso: livre

Rua da Cultura – Mercado Thales Ferraz
18h – Mostra Comunidade - Vídeos Sergipanos
Pedro Guerra, de Luciano Corrêa
Zabumbambus, de Tarcísio de Andrade Santos
Abra a Porta, de Tarcísio de Andrade Santos
Santas Cruzes - SE 206, de Tarcísio de Andrade Santos
Baldes, de Mauro Luciano Souza de Araújo
20h - São Gonçalo da Mussuca (Laranjeiras, SE)
20h30min - Bacamarteiros de Carmópolis (SE)
22h - Show musical: Nino Karva
24h - Show musical: Reação

Cinemark - Shopping Jardins
19h – 4ª Mostra Curta Petrobras 
Um Trailer Americano, de José Eduardo Belmonte
Militância, de Carlos Adriano
19h30min - 4ª Mostra Competitiva 35mm – 68'
O Céu de Iracema, de Iziane Mascarenhas
Rua da Escadinha, 162, de Márcio Câmara
O Lobisomem e o Coronel, de Elvis K. Figueiredo e 
      Ítalo Cajueiro
A Linha do Trem, de Nivaldo Lopes
A Janela Aberta, de Phillipe Barcinski
20h40min – 4° longa convidado
Edifício Master, de Eduardo Coutinho
Acesso: 1 kg de alimento não-perecível (Programa Fome Zero)



Comentários do CINEMABRASIL sobre o festival:
Dia 31/05/2003
Dia 01/06/2003
Dia 02/06/2003
Dia 03/06/2003
OS PREMIADOS
CARTA DE ARACAJU de 2003
site oficial

|




|
visitas:
| Início | Acervo de Filmes | Roteiroteca | Vídeo online | Debates | Cadê Profissionais? | Memória |