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Especial CineCEARÁ
FESTIVAL CINE CEARÁ 2005

Comentários do CinemaBrasil:

04 de Junho de 2005:
Clique para a PROGRAMAÇÃO TOTAL DE HOJE, 4 de Junho de 2005

Hoje foi apresentado o projeto do Ministério da Cultura REVELANDO OS BRASIS
com a presença do secretário do audiovisual Orlando Senna e da pescadora
Cidinéia, que fez um curta sobre sua história e os preconceitos que sofre.
Esta é uma abordagem diferente, o discriminado falando de sua discriminação
e de como gostaria de ser tratado. Não que só deva existir este olhar, mas
tanto o olhar analítico, externo, como o olhar envolvido, interno, valem.

Cidinéia


Dos curtas concorrentes, o que mais gostei foi do "Momento Trágico", 

Bem construído, bem humorado e bem resolvido em todos os aspectos. 
Casal consegue se reconciliar através de uma estratégia criativa do 
marido abandonado desenvolvida no espaço de uma terapia de grupo,
depois dele ter abandonado a terapia.

O filme VEJA & OUÇA é um caos, e para quem gosta, é um prato cheio.
O diretor e ator disse no palco de sua dificuldade com direitos
autorais, por causa das bricolagens e reutilizações de material
de revistas, tv, etc. De fato a questão do Direito Autoral no
Brasil é quase proibitiva para se realizar um trabalho crítico que
reproduza fotos de arquivo, fotos de revista, sons e vídeos de
várias fontes, sujeitas a direitos de imagem, reprodução, etc, mas
André Franciolli não foi bem compreendido pelo público do São Luiz,
quando tocou neste importante ponto. Parabéns pela denúncia, André.



Francis Vale

A Sentença do Pau Brasil:
O curta de Francis Vale também revela uma capacidade de reconstituição
histórica e é mais uma revelação da permanente preocupação do diretor,
Francis Vale, com as injustiças sociais e a necessidade de atitute por
parte das comunidades, que neste filme salva do fuzilamento o advogado
conhecido por "Pau Brasil", e que após falsa promessa de anistia pelo
Estado, é condenado à morte. Um Filme forte.


A VELHA E O MAR, 
na minha humilde opinião de espectador, se enquadra naqueles filmes que
explora defeitos físicos ou estéticos e fraquezas de pessoas reais, 
exibindo-as para o mundo.
Planos detalhes das unhas podres do pé da velha revelam este vício do
cinema brasileiro de explorar desdentados e enrugados para atrair o
público. 


Roberto Berliner

O LONGA METRAGEM "A PESSOA É PARA O QUE NASCE" também se encontra nesta
linha. Este Longa é uma ampliação do tema que Roberto Berliner tão bem
explorou no CURTA METRAGEM "A PESSOA É PARA O QUE NASCE" sobre três
irmãs cegas há cerca de 8 anos atrás. 


O curta-metragem "A PESSOA É PARA O QUE NASCE" ficou em minha cabeça e
não com a impressão negativa que agora tenho do longa. Ao contrário,
o curta-metragem de Berliner revela que as trës cegas têm qualidades,
são repentistas, cantam afinadas, produzem uma percussão em bom ritmo,
e vivem de doações dos que passam e ouvem sua cantoria. Já no longa,
Berliner erra ao se adentrar no universo das três irmãs, revelando
que uma delas está apaixonada por ele, o diretor, e faz questão de
mostrar isso no filme, leva sua esposa à presença da cega apaixonada
para que ela a toque de cima a baixo. Claro que a cega está vendo
agora porque foi recusada, a esposa de Berliner é alta, de corpo
bem esculpido. Isso não se faz. O que queria significar o título
do curta, agora me pergunto, "A PESSOA É PARA O QUE NASCE"? Que
as cegas e pobres mulheres não têm mesmo vez, que devem se colocar
em seu lugar e se conformarem?

Detalhe do olho, cena de terror?

E Berliner vai além, em sua invasão bem intencionada, com uma cena
onde as três irmãs cegas fazem, para todo o mundo, um "streap-tease"
como pretenso símbolo de desnudamento de suas almas, e entram num
lago para se banhar, não sem antes a câmera mostrar abertamente o
corpo delas, corpos mal-tratados pela falta de dinheiro, de cuidados,
e sobretudo de atenção das autoridades, que pagam 300 reais por mês
de ajuda de custo, as condenando a voltar a viver de esmolas sempre
que Roberto Berliner deixa de estar por perto filmando mais cenas.
Já tinham se despido para ele, contando-lhe suas vidas. Pra que mais?
Na análise da psicanalista Dinara Guimarães, que deu uma palestra
no Hotel Ponta Mar como atividade do festival, também foi um erro
do diretor, que dialogou num plano diferente do que as cegas conhecem,
e não teria ouvido a voz, a comunicação das cegas para com ele, que
dispensava explicitações, já que a realidade para ser sentida não
precisa ser mostrada visualmente, ou seja a voz não precisa do olhar
necessariamente para iluminá-la. O longa-metragem ainda dedica grande 
espaço de tempo para a presença do Ministro Gilberto Gil, que as
trata no palco de um show como fossem três crianças, aliás erro
apontado por Maroca, uma das cegas, e que verbaliza isso quando
a entrevista de Roberto toca com cuidados demasiados sobre a 
questão da sexualidade delas.  E o filme termina com o presidente
Lula conferindo uma homenagem às três no Palácio do Planalto. Será
que embutiu nesta homenagem um aumento significativo para a pensão
delas, ou espera-se que elas irão faturar com os direitos de
exploração de imagem deste longa-metragem?


Parabéns a Roberto Berliner pela descoberta das três cegas e pelo
CURTA-METRAGEM que elevou a moral delas, reconhecendo seus talentos.
No longa, Roberto parece armadilhado, sem condições de dar um basta
nesta missão e vai além do que seria necessário. Ainda bem que elas
não enxergam, pois tenho certeza de que não gostariam de ver o que
está no filme, planos detalhes em seus olhos esbranquiçados, em
seus corpos disformes, em exibição para o mundo inteiro. A única
grande qualidade do filme não foi mostrar como elas dependiam de
esmolas e que agora dependiam de Roberto Berliner, mas o fato de,
pela exposição que ganhou na mídia televisiva (que não precisa
ser uma exposição tão desnudada...) só agora com o longa-metragem,
aumentar as chances destas pessoas serem recompensadas pelos 
OITO ANOS que trabalharam para a produção do filme.

Podem todos do auditório, o presidente da república, o ministro,
todos não repararem, mas eu reparei, porque já escrevi sobre esse
vício de alguns cineastas brasileiros, incluindo aí Walter Salles,
na fase em que filmou Central do Brasil.  E qualquer espectador
que se detenha numa reflexão maior, notará. Por outro lado, Eduardo
Coutinho quando filma o pobre, sempre o faz para revelar grandes
potencialidades de cada pessoa, e passa rápido pelos seus defeitos
físicos e maltratos que a vida miserável lhes impõe. 
Parabéns Coutinho, ensine aos novos como se faz!
Desculpem, isso não é uma crítica profissional, apenas a minha
opinião pessoal sobre um filme que assisti do início ao fim.
O Festival Cine Ceará tem de exibir mesmo, é uma obra de arte, mas
aqui coloquei a visão crítica de um espectador que gostou muito das 
pinceladas iniciais do curta-metragem de Roberto Berliner.

Vejam mais fotos logo abaixo.
Grande Abraço,
Marcos Manhães Marins


Wolney Oliveira sendo entrevistado pela imprensa na abertura do festival.


PROGRAMACAO COMPLETA DO DIA 04/06/2005

09h30 às 18h  Encontro das ABD/NE - Salão San Marco, Ponta Mar Hotel

10h  Mostra Melhor Idade - Cine São Luiz, Centro
Longa. Alô, Alô Carnaval (Adhemar Gonzaga e Wallace Downey, 
1936, 35mm, Cor, 75')

10h  Debate com Realizadores - Salão Castelo, Ponta Mar Hotel
Conversa com Diretores dos filmes exibidos na noite anterior 
e coletiva com a Imprensa.

10h às 17h30  Workshop - Casa Amarela Eusélio Oliveira, 
Sala de cinema e vídeo
Roteiro para cinema com Di Moretti

14h às 17h  Oficina - Casa Amarela Eusélio Oliveira, 
Sala de fotografia
Sitcom com Tetê Vasconcelos

14h  Mostra Olhar do Ceará - Teatro do Centro Dragão do 
Mar de Arte e Cultura
Curtas. Filme no Ar (Allan Kardek, 5'), 
Identidade: Pé na Bunda (Henrique Dídimo, 4'), 
Revivências (Francisco Viana, 19'36''), 
Romualdo de Aluguel (Thiago Daniel, 9'), 
O Oráculo (Daniel Abreu, 5'), 
Faces da Violência (Valdecy Alves, 15'), 
Hai moronniv (LeOM, 2'), 
Uma Jangada Chamada Bruna (Petrus Cariry, 13'), 
Identidade (Alunos do IDS, 2'24''), 
Tu é Louco, Fresco! (Anderson Gama, 1'20''), 
Violência, Não! (Cristina Braga, 1'25''), 
A Persistência do Júnior (Cristiano Freire, 42''), 
Viver (Samia Saldanha, 1'20''), Flama nua (Israel Vagner, 1'12'').

14h30 às 18h30  Mostra Doc TV Brasil - Teatro José de Alencar
A Selva na Selva. (Luiz Carlos Martins de Souza e Paulo César 
Freire, AM ), 
Mil Sons Geniais (Paulo Vilara, MG), 
Comunidade do Sutil. (Adriano Justino, PR), 
Aldir Blanc 2 Pra Lá, 2 Pra Cá. (André Sampaio, 
Alexandre Ribeiro de Carvalho e José Roberto de Morais, RJ).

15h  Lançamento - Salão Castelo, Ponta Mar Hotel
Livro Voz na Luz - Psicanálise e Cinema, de Dinara Guimarães
Debatedor: Bertrand Lira

15h  Exibição Especial 
Longa. O Amigo Invisível (Maria Letícia, 2004, 35mm, 74')

17h  Mostra Sertão, Imagem e Movimento - Espaço Unibanco 
Dragão do Mar, Sala 1
Rito de Passagem (Angela M. Pappiani, 2004, 52'), 
Cartas Verdes para um Mundo Melhor - Episódio Sertão (Ives 
Albuquerque, 2005, 18'), 
A Luta da Etnia Tapeba (Aline Cavalcanti, 2003, 23')

18h  Mostra Revelando os Brasis - Cine Benjamim Abrahão, 
Casa Amarela Eusélio Oliveira
Um Dia na Vida de uma Marisqueira (Adelma Cristovam Passos, PB ),
O sonho de Loreno (Alana Rosa Batista Almondes, ES), 
Balandê Baião (Antônio de Noronha Pessoa Filho, PI), 
Terra Santa (Antônio Luís Ferreira Gato, PA), 
Tropeiros (Arthur Gomes dos Santos, PE), 
O Valor da Liberdade (Celismando Sodré Farias, BA), 
O bode do Padre (Cícero Josenaldo Alves de Lira, PB), 
Mata... céu... e negros (Cláudia Aguirre, SC).

19h  Mostra nos Bairros - Conjunto Santa Teresinha, Praça 
do Mirante, Mucuripe 
Longa. Durval Discos (Anna Muylaert, 2002, 35mm, Cor, 96').

19h  Mostra Competitiva de Curta 16mm e 35mm e Longa-metragem
- Cine São Luiz - Centro
Exibição especial do filme A Sentença do Pau Brasil (Francis Vale,
2003, 35mm, Cor, 12') e do vídeo Uma Pescadora Rara no 
Litoral do Ceará, de Sidnéia Luzia da Silva (15'47'', CE).

Curtas. Filmes. A Velha e o Mar (Petrus Cariry, 13', CE), 
Momento Trágico (Cibele Amaral, 16', DF), 
Veja & Ouça - Maria Baderna do Brasil (André Francioli, 19', SP)   

Longas. A Pessoa é Para o Que Nasce (Roberto Berliner, 2004,
 35mm, Cor, 83', RJ)
Por 30 Dinheiros (Vânia Perazzo e Ivan Hlebarov, 2005, 35mm,
 Cor, 110', PB)

20h  Sessão Cineclube - Mostra Mexicana: Indio Fernández. 
Cine Benjamim Abrahão - Casa Amarela Eusélio Oliveira
Longa. Maria Candelária (1943, 35mm, PB, 110').

20h  Mostra Retrospectiva Rosemberg Cariry. Espaço Unibanco 
Dragão do Mar, Sala 1
Longa. Corisco e Dadá (1996, 35mm, Cor, 108')

22h  Mostra Retrospectiva Cine Ceará. Espaço Unibanco 
Dragão do Mar, Sala 1
Longa. Janela da Alma (João Jardim e Walter Carvalho, 
35mm, Cor, 73')


Dia 03/06/2005
Dia 04/06/2005
Dia 05/06/2005
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