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8º Congresso Brasileiro de Cinema em Porto Alegre!
12 a 15 de Setembro de 2010
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TERCEIRO DIA DO VIII CBC - 14/09/2010
Veja a programação completa ao final
Hoje aconteceram painéis onde assistimos a falas várias de diversas
autoridades e também de personalidades.
Ao final de cada painel, o debate foi aberto dando 3 minutos para
cada pergunta. Inscrevi-me no primeiro painel, mas os 3 últimos
inscritos foram cortados por questões de tempo. Felizmente Sílvio
Da-Rin disse o que ninguém estava dizendo e o que eu iria dizer:
É preciso restituir a força ao Conselho Superior de Cinema, que
não pode ser um apêndice da ANCINE, pois na Lei que criou ANCINE
e Conselho Superior de Cinema-CSC, está estabelecido que é este
que determina as Políticas Públicas que a ANCINE deve fiscalizar
se está sendo cumprida, regular o mercado.
Hoje, a ANCINE fomenta ou faz parcerias (com a FINEP por exemplo),
faz um bom trabalho de organização de dados, com o OCA (que é o
Observatório do Cinema e do Audiovisual), mas na regulação, ainda
não está fazendo o que precisa fazer. Inclusive ela tem determinado
as políticas públicas para o cinema no país, e isso vem da cabeça
de 4 pessoas, diretores e presidente da ANCINE, que se colocam em
posição no mínimo desvinculadas das entidades. Se a Lei fosse
cumprida (desde a criação do CSC, este tem sido esvaziado, fica
meses, sem ter membros o compondo, não tem sido convocado, e
quando o é, é para cumprir pautas trazidas pela ANCINE), se a
Lei estivesse sendo cumprida, os membros do CSC, como são indicados
pelas Entidades do Cinema, eles devem satisfações às suas entidades
e o COLETIVO tem como interferir no rumo das políticas públicas, o
que hoje é muito difícil. Qualquer mudança que a atividade proonha,
não é encaminhada para discussão entre pares no CSC, mas tem de
ser solicitada por meio de audiência a diretores da ANCINE. Isto
precisa mudar, pois a Lei determina que seja de outra forma.
Me parece ser este o PONTO NEVRÁLGICO da questão, que a atividade
resgate, por força de lei, o seu empoderamento.
No painel final, sobre televisão e outras mídias, tivemos a presença
de Roberto Farias (hoje do Fórum de Audiovisual e Cinema - FAC, mas
em 2000, para o III CBC foi cotado para ser presidente do CBC e foi
membro do CBC, como presidente da ABRACI, inclusive até 2004, quando
quatro entidades de exibidores, distribuidores, entidades de alguma
forma ligadas aos interesses da televisão comercial e da presença
do filme estrangeiro no país, deixaram o CBC por conta do projeto
ANCINAv, em segunda edição, desta vez dando munição para detratores,
ao incluir artigos sobre "baixaria na TV", em vez de se limitar à
regulamentação do artigo 221 da Constituição), e como eu estava
trabalhando com o GT Exibição para aprimorar o relatório final,
junto com Mallu Moraes e outros, acabei chegando atrasado e perdi
o discurso de Roberto. Foi uma felicidade vê-lo no ambiente do CBC
que propôs a repactuação do cinema brasileiro, inclusive convidando
os mais importantes exibidores e distribuidores. Uma pena, conforme
verbalizado por Pimentel, em outro painel anterior, que exibidores
e distribuidores não tivessem comparecido para o DIÁLOGO, mas o CBC
manterá as portas abertas. Por outro lado, e para animar, destaco
que a grande novidade foi ouvir de Murilo Azevedo, representante da
FINEP, que ele estranhou no começo do Fundo Setorial do Audiovisual,
FSA, que, primeiro, o empreendeor do cinema começasse a execução
de um projeto sem ter a totalidade dos recursos, e segundo, que os
valores solicitados fossem "tão pequenos". Ele nunca tinha, na
FINEP, disse ele, financiado projetos de tão baixo custo, e citou
filmes como Titanic, para contar de sua expectativa sobre o cinema
brasileiro, quando soube que iria iniciar nesta área. Interessante,
mas se é assim, a FINEP/ANCINE deveria aumentar o montante ofertado
e abrir oportunidades para MAIS FILMES, apoiar mais projetos, senão
vira só um discurso bonito e interessante.
O outro destaque fica por conta do que José Augusto De Blasiis (de
blésis, como se pronuncia). Ele dá um modelo novo de negócios onde
o filme de longa metragem deveria ser lançado simultaneamente em
salas de cinema (35mm/d-cinema) e em DVD a 10 reais ou menos. Para
amenizar conflitos, ele propõe que nas capitais não seja lançado
o DVD, mas somente no interior e em locais sem salas de cinema, e
conjuntamente com uma intensa campanha de promoção para as pessoas
irem ao cinema.
Na minha opinião, deveria lançar até em todo lugar, porque isso
causaria uma SINERGIA, e muita gente não vai ao cinema, só para
assistir ao filme, vai como um programa social, e para ver imagem
de qualidade, não a de um dvd de baixo custo. Ocorreu isso com o
Tropa de Elite (I). Duvido que se não fosse a "pirataria", o
vazamento do material editado para milhões de pessoas, que o longa
tivesse se incluído como um dos "block-busters" nacionais daquele
ano, com dois milhões de ingressos vendidos nos cinemas.
Dia 15 será a aprovação em plenária das propostas dos Grupos de
Trabalho, e o encerramento.
O GT exibição estará propondo a criação de UM CIRCUITO ALTERNATIVO
de cinema, um circuito NACIONAL de cinema, contemplando tanto o
investimento em modelos de exibição de baixo custo e alta qualidade,
como também no RECONHECIMENTO de qualquer iniciativa existente de
exibição pública (bibliotecas, fundações, igrejas, cineclubes, etc)
que desejem se REGISTRAR na ANCINE para se incorporarem ao CIRCUITO
ALTERNATIVO de cinema (notem que não é de cinema alternativo, mas
um circuito alternativo ao circuito existente). Os que se registrarem
terão obrigações, tais como implantar a cobrança de ingresso, nem
que seja simbólico, e informar bilheteria regularmente, além de
garantir uma presença do filme brasileiro em 50% de sua programação.
Por sua vez, o governo (por meios de parceria ANCINE/SAV/MINC) dará
inicialmente a estas salas condições de se integrarem ao sistema de
ingresso padronizado, cedendo uma maquininha como aquelas do cartão
de crédito para cada ponto de exibição. Além disso, as salas deste
circuito, uma vez registradas, trazidas para a formalidade dos
borderôs válidos, somando o público delas às cifras dos filmes,
estarão habilitadas a receber equipamentos de maior qualidade,
projetor FULL-HD 4000 lumens, BLUE-RAY player, etc.
Os exibidores e distribuidores do atual sistema podem não concordar,
mas não estamos em tese pedindo aprovação. Este sistema nacional
pode começar a funcionar só para aqueles filmes que ainda estão
sem distribuidora, e estão livres para contratar com o novo circuito.
Seria muito interessante que os exibidores e distribuidores aderissem
ao novo sistema, porque possibilitar que o público que já vai a estas
exibições "não comerciais", agora pagando preço simbólico, seja enfim
computado para efeito da carreira dos filmes, é MUITO BOM para os
filmes, para a imagem das produtoras, das distribuidoras, sem falar
na já propalada SINERGIA, através do boca-a-boca. Se tiverem esta
compreensão moderna da proposta, irão se beneficiar desta SINERGIA
mais ainda, ao incluirem os filmes NOVOS, para lançamento simultâneo
nestas salas, ou nas salas que se interessarem por lançamentos.
Abraços,
Marcos Manhães Marins
CINEMABRASIL
Veja a programação completa ao final
Roberto Farias no painel sobre televisão.
João Batista Pimentel à esquerda.
Murilo Azevedo da FINEP (à esquerda) no Painel sobre televisão e novas mídias
Painel sobre preservação, formação, crítica.
Sílvia Rabello - Labo Cine do Brasil
Clique abaixo para ir ao SITE DO CBC:
http://www.cbcinema.org.br
PROGRAMAÇÃO 8º CBC
12 de Setembro – DOMINGO
12h às 18h30 – Credenciamento
19h – Abertura
20h30 – Homenagem a Nelson Pereira do Santos – Presidente de Honra do 8 CBC
13 de Setembro – SEGUNDA-FEIRA
Das 8h30 às 12h30 – Grupos de Trabalho
GT 1: INFRA-ESTRUTURA e PRODUÇÃO
GT 2: DISTRIBUIÇÃO / EXIBIÇÃO e DIFUSÃO CULTURAL
GT 3: FORMAÇÃO / PESQUISA / PRESERVAÇÃO e CRÍTICA
GT 4: TVs / NOVAS MÍDIAS e CONVERGÊNCIAS DIGITAIS
GT 5: DIREITO AUTORAL / DIREITOS DO PÚBLICO e GESTÃO COLETIVA
GT 6: POLÍTICAS PÚBLICAS / ARRANJOS PRODUTIVOS e AÇÕES ESTRATÉGICAS
Almoço
Das 14h30 às 16h30 - Grupos de Trabalho
Das 17h00 às 19h00 – Painel de Abertura: O AUDIOVISUAL NO BRASIL HOJE:
FONTES e MODELOS DE FINANCIAMENTO
MODERADOR: CÍCERO ARÁGON
20h30 – Jantar
14 de Setembro – TERÇA-FEIRA
Das 8h30 às 10h30 – Painel 01: O AUDIOVISUAL NO BRASIL HOJE: INFRAESTRUTURA
e PRODUÇÃO
MODERADOR: GERALDO VELOSO
Das 11h00 às 13h00 – Painel 02: O AUDIOVISUAL NO BRASIL HOJE: DISTRIBUIÇÃO,
EXIBIÇÃO e DIFUSÃO CULTURAL
MODERADOR: BETO RODRIGUES
Almoço
Das 14h30 às 16h30 – Painel 03: O AUDIOVISUAL NO BRASIL HOJE: FORMAÇÃO,
PESQUISA, PRESERVAÇÃO e CRÍTICA
MODERADOR: CARLOS BRANDÃO
Das 17h00 às 19h00 – Painel 04: O AUDIOVISUAL NO BRASIL HOJE: TVs, NOVAS
MÍDIAS e CONVERGÊNGIAS DIGITAIS
MODERADOR: CHICO FAGANELLO
20h – Jantar
21h30 – Programação Cultural
15 de Setembro – QUARTA-FEIRA
Das 8h30 às 10h30 – Painel 05: O AUDIOVISUAL NO BRASIL HOJE: DIREITO
AUTORAL, DIREITOS DO PÚBLICO e GESTÃO COLETIVA
MODERADOR: JOÃO BAPTISTA PIMENTEL NETO
Das 11h00 às 13h00 – Painel 06: O AUDIOVISUAL NO BRASIL HOJE: POLÍTICAS
PÚBLICAS, ARRANJOS PRODUTIVOS e AÇÕES ESTRATÉGICAS
MODERADOR: ROSEMBERG CARIRI
Almoço
Das 14h30 às 18h30 – PAINEL DE ENCERRAMENTO: Apresentação e aprovação das
propostas do GTS E DAS RESOLUÇÕES FINAIS DO 8º CONGRESSO BRASILEIRO DE
CINEMA E AUDIOVISUAL
19h00 – Solenidade de encerramento do 8º CONGRESSO BRASILEIRO DE CINEMA E
AUDIOVISUAL
21h00 – Jantar de Confraternização
Serviço 8º. Congresso Brasileiro de Cinema e Audiovisual
De 12 a 15 de setembro de 2010.
Hotel Plaza São Rafael, Av. Alberto Bins, 514
Porto Alegre – RS www.cbcinema.org.br / culturadigital.br/cbcinema
CLIQUE NA COBERTURA DIÁRIA DO CINEMA BRASIL LOGO ABAIXO:
Dia 12/09/2010
Dia 13/09/2010
Dia 14/09/2010
Dia 15/09/2010
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