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Especial DEZEMBRO 2005
VI CBC - um sucesso!
Congresso Brasileiro de Cinema
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Dia 07/12/2005
Dia 08/12/2005
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Dia 10/12/2005
Dia 11/12/2005
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SEGUNDO DIA DO VI CBC  - 08/12/2005

O Plenário do CBC hoje contou com a presença de Gustavo Dahl, Rodolfo Nanni, e
várias personalidades, além dos membros delegados das 55 entidades do CBC.

O Painel da parte da manhã foi basicamente sobre a Convenção da UNESCO que
aprovou a exceção cultural por 148 países a favor, 2 contra, 4 abstenções.


Geraldo Moraes e Robert Pilon, da Coalisão Cultural Internacional

Robert Pilon, o palestrante, é vice-presidene da COALISÃO INTERNACIONAL
de Coalisões Culturais de vários países do mundo.  O CBC é uma coalisão
do setor cultural cinematográfico, mas não como as coalisões culturais
no mundo, que englobam ONGs representativas da Música, do Teatro, da
Literatura. Mas Robert Pilon entende que o CBC deve se "linkar" com a
Coalisão Internacional para que ganhe força na luta pelas salvaguardas
a que a Convenção da Unesco nos deu direito.

Pilon nos diz que a decisão da Convenção ainda precisa ser ratificada
por outra assembléia geral por no mínimo 30 países, mas que não seria
equilibrada uma ratificação só com os 25 países da comunidade européia
mais 5 países que se alinham com a Europa, como Canadá. Seria importante
que mais países ratificassem seus votos, para ter pelo menos o dobro
do mínimo, 60 países, e geopoliticamente bem distribuídos. Informa que,
entretanto, os EUA têm feito forte pressão através de seu ministério
de relações exteriores para TENTAR derrubar a Convenção sob a alegação
de que a UNESCO não pode fazer tratados sobre Comércio, só sobre Cultura,
e o cinema, por exemplo, é visto pelos EUA só como comércio, entretenimento.

Ainda ressalta que mesmo que a ratificação gere um Tratado representativo
regulando a questão da Diversidade Cultural, isso não quer dizer que os
países não vão ABRIR MÃO dos direitos que a Convenção da Unesco estabeleceu.
Esta vigília sobre acordos que imponham abrir mão desses direitos é muito
importante.

Depois foi a vez de Tom Job Azulay, que está na Ancine, mas integrou a
Comissão do CBC para diversidade cultural. Ele diz que a 33a. Conferência
Geral da UNESCO Para a Proteção da Diversidade Cultural, realizada agora
em 20 de Outubro de 2005, pôs fim a uma luta de anos da França com os
EUA, que queriam que a Cultura fosse regida por normas da OMC, enquanto
que a França defendia a "exceção cultural", ou seja que a Cultura pudesse
ter mecanismos de proteção para que países mais fortes não imponham a
sua Cultura aos países mais fracos econonicamente.

Se alguém souber onde tem o texto da Convenção aprovada pela Conferência
da UNESCO, um hiperlink pode ser incluído aqui.

O BRASIL, ainda segundo Azulay, foi um dos países que junto com a China
e a União Européia, entre outras, impediu que os EUA incluíssem no
texto da Convenção que ele estaria SUBORDINADO a outros fóruns. E prevê
que os EUA procurarão tumultuar o processode ratificação e continuarão
tentando impugnar todo o texto, alegando que é matéria para a OMC decidir
e não um órgão da ONU para Educação e Cultura.


Celso Schroder, do FNDC, esclarece que a sigla de sua entidade fale
em Democratização das Comunicaçôes, os fundadores nunca pensaram em
democratizar a parte comercial das comunicações, mas defender a 
democratização da CULTURA. Diz que com a evolução tecnológica, está
havendo uma MUDANÇA DE PARADIGMA nas comunicações e consequentemente
na distribuição de conteúdos audiovisuais.

Denuncia que o ministério atual tem "emasculado" os debates sobre
TV DIGITAL, retirando-os de um ambiente regulatório, para fazer falsas
audiências públicas, que ao contrário de ouvir as diversas entidades
do setor, traz coisas prontas para impor. Para nos dar uma dimensão
disso, ele nos diz que NENHUM relatório do CPQD (nem do FNDC) foi
considerado, mencionado, aproveitado,por nenhuma "audiência" (quando
esta palavra implica em ouvir os diversos segmentos do público, da
sociedade, na sua explicação). Cita a GRAVIDADE deste procedimento,
que IGNORA a proposta do CPQD e do FNDC de se criar no Brasil uma
coisa que funciona na Europa, que é o GERENCIADOR DE REDE, um elo
que justamente permite que os novos canais disponibilizados pela TV
digital possam ser compartilhados, administrados, para que nem os
atuais donos das concessões analógicas e os futuros donos das
concessões da TV digital possam interagir de uma forma regulada.


E fecha dizendo que o FNDC e os que se alinham com ele estão movendo
uma AÇÃO NA JUSTIÇA contra a permanência do Ministro atual, alegando
que um ministro de Estado não pode APRESSAR um processo de implantação
da importância da TV Digital em detrimento do país do qual é ministro.
Se vão ganhar, não sabem, mas Schroder acha válida a tentativa, para
dar visibilidade à grave questão.


Gustavo Dahl diz que a opinião pública no Brasil é constituída a
partir de interesses privados, de uma empresa privada, e repete uma
frase que sempre cita: "será a televisão uma concessão do Estado ou
o Estado uma concessão da Televisão?".

Perguntado na plenária por Geraldo Pereira dos Santos do STIC se
ele, Gustavo Dahl, acreditava que a ANCINE ainda poderia mudar a
situação do cinema no Brasil, que continua a mesma de antes da 
criação da ANCINE, Gustavo Dahl discursa por meia hora sobre os
problemas que teve para implantar o sistema de informática, sem dar
previsões, e termina dizendo que está percebendo que o pessoal do
cinema está procurando um culpado, que sempre acontece isso.

Observação minha: Não acredito nesta "percepção" de Gustavo, mas
acredito que a Comunidade Cinematográfica tem o DIREITO DE COBRAR
da ANCINE, como órgão de Estado a serviço da nação, da atividade
cinematográfica, mais ações ou maior divulgação de suas ações,
quando as tomar. Realmente a ANCINE e o cinema brasileiro, como
"instituição", tem ocupado muito pouco espaço junto ao público.
E nas palestras seguintes vamos ver que apesar de toda a estrutura
que se criou para a ANCINE (segundo Rangel, viabilizada a partir
da criação do CBC), hoje permanece/volta a ocupação de cerca de 10%
de filmes brasileiros no mercado, e  desta fatia,  75% do dinheiro 
gerado por filmes brasileiros vai para distribuidoras estrangeiras 
(pesquisa do economista do IPT, João Filho, palestrante do VI CBC).

Alguém insistiu perguntando se a ANCINE não poderia criar uma
campanha para fazer publicidade do cinema brasileiro, refazendo
a imagem do cinema nacional na cabeça do público, seja antes dos
filmes, nas salas de cinema, seja na tv. Gustavo respondeu que 
houve um tempo, no final da década de 70, que o cinema tinha a
imagem de um bom produto e que era normal naquela época um sucesso
brasileiro de dois em dois meses. Não respondeu sobre a campanha.

Manoel Rangel faz uma apresentação empolgada, incentivando o CBC
a prosseguir na luta, que foi a partir do CBC que foi possível a
ANCINE, e a repolitização do cinema brasileiro, a recolocação dele
na pauta da mídia, jornais, tv, etc.


DEPOIS COMPLETO o relato. PAUSE AQUI nas palestras ||

Quero falar também sobre a Eleição da diretoria do CBC, a reestruturação 
que Geraldo Moraes propõe (realmente não está tendo tempo de enviar mensagens).
A grosso modo, Geraldo confirma que não pretende se reeleger, que pretende,
isso sim, dar continuidade ao trabalho que iniciou na questão dos Direitos
Autorais e da Diversidade Cultural, seja como um dos diretores, como membro
de uma comissão, mas presidência não quer assumir. Acredita que o novo
presidente não pode significar tanto para o CBC, ter tanto peso (sobre o
presidente) como teve na época de Gustavo, Assunção e dele, e que a Diretoria
nova do CBC deve ser estruturada para que hajam diretores DEDICADOS a 
determinadas funções. O estatuto não define as atribuições específicas de
cada diretor, mas internamente isso deveria de estar muito claro, para que
a entidade funcione, sem depender tanto da dedicação integral do presidente.
Embora, como Guigo Pádua bem disse, não importam os nomes, é preciso observar 
que uma diretoria se faz com pessoas, que têm de ter aceitação pelas 55 
entidades, para ocuparem os cargos a que se propõem.  Para que uma diretoria 
funcione tem de ter pessoas certas. Independente de serem pessoas boas,
distintas, há pessoas que são mais recomendadas pela experiência que acumularam,
ou pelo carisma que têm, para determinadas funções numa diretoria. E é justo
isso que faz uma boa diretoria, uma que funcione.

Como sempre, mesmo nos III, IV e V congressos, quando os principais nomes 
da diretoria eram ventilados, conhecidos de todos nós, não era informação
fechada aos representantes das entidades, há um clima de negociação de
bastidores, nomes pra lá. Nomes pra cá. Composições possíveis sendo
articuladas. E eu acho de certa forma saudável que seja assim. Nestas
articulações, testa-se a aceitação de nomes pelo menos entre os maiores
articuladores. Pra mim, ainda creio que o melhor era ter feito esse
processo antes, com ampla divulgação dos nomes, por que não? MAS, a
coisa parece estar caminhando bem, para esta rearrumação de que falei,
a nova estrutura, em que Geraldo Moraes ficaria na diretoria, mas não
mais como presidente, e para a presidência iria um dos nos nomes cotados
(embora não tenham oficialmente aceito, alguns tenham até negado):

PAULO BOCCATO - que já não é mais (só) um abdista, é produtor de longas
                e já faz parte da atual diretoria, com experiência dela.
GIBA ASSIS BRASIL - que nega, mas é um nome que tem sido muito citado.
                Giba, fundador, é defensor ferrenho das metas do CBC.
CÍCERO ARAGON - produtor de longas do Rio Grande do Sul, hoje vice de
                Geraldo Moraes na atual diretoria, quase que na mesma
                situação que Assunção estava quando Gustavo Dahl saiu.

Enfim são três possibilidades. Talvez até mesmo os três possam compor
               a nova diretoria, um dos três na presidência.

Para continuar na Diretoria, confirmado também está o desejo de Pedro
Pablo Lazzarini, que tem trabalhado para a criação de uma Arrecadadora
de Direitos Autorais credenciada internacionalmente.

Isso me lembra que no momento há uma disputa pela VAGA que será aberta
pelo fim do mandato de João Eustáquio da Silveira na ANCINE:
O MINC indica, segundo informações de várias fontes, Leopoldo Nunes,
               encabeçando uma lista de 3 nomes alternativos;
O FAC indica, segundo as mesmas fontes confiáveis, Vera Zaverucha,
               encabeçando uma lista de 3 nomes alternativos.

O CBC ainda não definiu apoio, inclusive, na minha humilde opinião,
não deveria interferir nestas nomeações. Não entendo como o FAC
pode contrapor uma lista de indicações à lista do MINC, mas política
é difícil de entender mesmo. Se o CBC fosse consultado, aí sim, em
Assembléia Geral, ele poderia dizer quais nomes apóia, e não 
necessariamente seria o nome do MINC. 

Vamos em frente. Tudo vai se aclarar nos próximos dias.

INCLUSIVE QUAIS SERÃO AS PROPOSIÇÕES DO CBC, AS NOVAS METAS CONCRETAS
tanto em termo de legislação, como de ações que NÃO FIQUEM A REBOQUE
de terceiros, ações que o CBC e suas entidades afiliadas possam levar
a cabo, por sua conta, para fazer o filme brasileiro chegar ao público. 
Aí está a chave do sucesso deste evento.

SAI DO PAUSE ||

O engenheiro com mestrado em Economia, João Pizyslezinig Filho, que
fez uma pesquisa através do INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS de
SP para o Conselho Paulista de Cinema, CPC, concluiu algumas coisas
interessantes, vou destacar algumas:
CONCLUSÕES DE EXIBIÇÃO:

Quanto mais salas existentes numa localidade, mais público, e mais
receita.

Observação minha: Com poucas salas, não adianta fazer muitas cópias,
porque o custo dispara e satura o espaço de exibição.

A estratégia dos exibidores, segundo João Filho, no entanto é altos
custos e altas margens de lucro.

Hoje 65% das salas de cinema do Brasil estão em shopping centers.
Onde é possível cobrar ingresso maior.

Abre-se um espaço aí para se criar salas de rua e no interior,
com baixo custo, e baixo preço de ingresso.


Vejam outras fotos do segundo dia:


Robert Pilon, da Coalisão Cultural Internacional, no VI CBC


Celso Schroder, do FNDC


Manoel Rangel


Assunção Hernandes


Gerado Pereira do STIC cobra resultados de Gustavo Dahl


Plenária


Plenária


João Pizyslezinig Filho do IPT/SP e Assunção Hernandez


O Gráfico demonstra que aumento de salas é aumento de público




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