English? | Français?   ROTEIROTECA



Banco de Filmes  Produção  Investimento  Prazer  Links  FORUM

BOLETIM NÚMERO 07 -  SETEMBRO 1999

NOTÍCIAS

Criação para cinema implica em reflexões permanentes sobre a motivação para uma obra, sua pertinência às idéias e posturas do autor, seu efeito sobre o expectador. Essa é uma busca desafiadora e prazeirosa.

Uma atividade que enriquece o processo artístico é a análise de filmes. Eles servem como objeto de estudo, cuja observação também inspira e até resulta em citação.

Esta edição apresenta análise do filme "Felicidade", centrada em tres personagens, apesar dele girar em torno de diversos personagens. As escolhidas, foram personagens femininas que nem têm ações impactantes como outros que integram a história. Evidentemente que cada olhar traz interpretação própria.

Assim, fica aberto o debate, aguardando aqueles que queiram manifestar-se sobre a análise efetuada, criticando, acrescentando elementos, apresentando outra visão, centrando em outro eixo.

As contribuições ao debate devem ser enviadas para a lista de discussão ROTEIRISTAS@CINEMABRASIL.org.br

Para se inscrever, envie antes uma mensagem assim:

majordomo@cinemabrasil.org.br

SUBSCRIBE roteiristas
<enter>

OBRAS EM VÍDEO PARA A EDUCAÇÃO

Vinculada ao Centro de Tecnologia Educacional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (CTE/UERJ), a UERJ Vídeo Produtora e Distribuidora realiza e divulga vídeos educativos, científicos e culturais, desenvolvidos tanto pelo próprio CTE quanto por outras instituições públicas ou privadas, ou por produtores independentes. A UERJ Vídeo já tem mais de 50 vídeos e objetiva ampliar o seu acervo, para auxiliar cada vez melhor o processo educativo. Consultas ao catálogo da UERJ Vídeo podem ser feitas no site www.uerj.br/cte e informações nos telefones [0(XX)21] 587-7410 e 587-7152. Marcus Vinícius Paiva

ATENÇÃO PARTICIPANTE DO CONCURSO DE ROTEIROS 1999 - MPA/WGA

ATENÇÃO PARTICIPANTE DO CONCURSO DE ROTEIROS 1999 - MPA/WGA

Se você não integra o Grupo de Roteiristas, esta é a primeira vez que recebe este informativo, em sua 7a. edição e voltado a profissionais de cinema, com ênfase em roteiro. Se desejar receber os próximos números, declare sua decisão para esta editoria ou para um dos nomes de contato desta publicação.

Elaboração e Editoração Eletrônica:

Silvia Costa 516-3645 -silviac@netgate.com.br

Contatos:

Marcos Gonzalez 542-7494 -mgonzalez@cciencia.ufrj.br

Cristina Cardoso 240-2276 - MPA-criscardoso@domain.com.br


UMA HISTÓRIA CINEMATOGRÁFICA. QUE FILME É "FELICIDADE"?

Drama de Todd Solondz, EUA/1998, de nome original "Happiness". Ao assistir o filme, o espectador pode considerar como perdedores os personagens de Felicidade, nestes tempos em que, para fugir ao fracasso com relação a certas conquistas, assiste-se televisão, busca-se o entretenimento, escapa-se da arte - favorecedora de reflexão e auto-crítica. E se tende ao tédio e à perversão. Como integrantes de uma sociedade cujas referências se concentram no acesso a bens de consumo através da ascensão sócio-econômica, os personagens tentam encaminhar suas vidas.

Desse ponto de vista, a irmã escritora (solteira) é bem sucedida. Fama, dinheiro, beleza, demanda de seu trabalho. Mas o filme afirma que isso não basta, pois ela está insatisfeita com a qualidade do que escreve, reconhecendo ser uma obra facilmente vendável devido às concessões que faz ao mercado. Então, ela fantasia: precisa experimentar na carne o que é um estupro para escrever melhor sobre isso. Ela aparenta ter feito a opção por ser uma "comedora de homens", um papel antes exclusivamente masculino e hoje almejado por várias mulheres. Mas, um olhar mais detido descobre que ela substitui a necessidade de afeto pelo desejo de ser estuprada. Também aqui uma insatisfação com a vida, o não alcance da felicidade. Esta irmã está presa a uma idealização de mulher independente.

Também do ponto de vista sócio-econômico, a irmã casada é bem sucedida. Ela tem uma vida e uma casa confortáveis, marido e filhos bonitos (inteligentes, normais, desenvoltos). E, também neste caso, o filme afirma que isso não é suficiente, pois ela quer convencer a irmã caçula, Joy, a buscar uma vida mais satisfatória, mas quando dá a própria vida como exemplo, soa falsa, estranhamente afetada e sem convicção. A razão disso vem logo em seguida: sua relação com o marido não inclui a fruição de vida que seres normais encontram no contato sexual. E, depois, o espectador descobre que o marido se debate para resistir à perversão. Uma mulher que investe tudo na organização e desenvolvimento da vida familiar, micro-cosmo da sociedade, não pode ver seu marido atentar contra a sociedade e macular a imagem de seu núcleo. Mas acontece. Esta irmã está presa a uma idealização de mulher casada.

A alegria ligada ao nome de Joy aponta para uma vida quase libertária. Quase, porque ela tenta ser o que as irmãs acham que ela deve ser. Se não, ela seria livre. Então se livra do namorado gordo, que não é bonito como o marido da irmã. Se livra do emprego que adora, porque não tem o glamour do trabalho da escritora. Brinca com o bebê da irmã casada para aproximar-se da maternidade. Espera que um homem lhe telefone no sábado à noite, como fazem para a irmã escritora. Ao mudar de emprego, não consegue posicionar-se ideologicamente quanto à sua atitude em relação à greve que ela prejudica. Falta-lhe visão de mundo. Afinal, ela não se manifesta contra a influência dos desejos das irmãs, que desejam por ela. A mãe conspira com as irmãs para que Joy não saiba das "más" notícias, assim atribuindo-lhe uma ingenuidade, que ela assume em seus relacionamentos amorosos. Basta uma música romântica ao violão para despertar-lhe um impulso de paixão. Esperança nesse homem. Frustração com ele. Esta personagem está presa a uma idealização das idealizações.

Joy sintetiza as idiossincrasias de todos os personagens do filme. À inadaptação de cada um corresponde um desajuste dela. Com essa construção da história, a felicidade fica como um bem inalcançável devido às complexidades humanas. A quase liberdade de Joy seria a quase felicidade?

Silvia Costa



PALAVRA DE ROTEIRISTA


"GANHADORES DO CONCURSO DE ROTEIROS 1999 / MPA/WGA"

VENCEDOR DA CATEGORIA ESTUDANTE UNIVERSITÁRIO

Um concurso de roteiros sempre é importante para estimular a criação de bons roteiros e, conseqüentemente, o desenvolvimento da própria indústria cinematográfica. Acredito que um roteiro de qualidade é a base inicial de qualquer bom filme, e me parece que no Brasil foi só nos últimos anos que os roteiristas começaram a ganhar o reconhecimento merecido. Quanto ao prêmio que eu recebi, fico muito feliz, já que estou iniciando na carreira, e essa vitória representa um grande incentivo para que eu continue escrevendo. Obrigado, e espero que haja cada vez mais concursos.

Tomás Enrique Creus

Obra: Circe

VENCEDOR DA CATEGORIA ROTEIRISTA I

Quando Fernando Meirelles, diretor da O2 Filmes, convidou-me para fazer a adaptação do romance "Cidade de Deus", de Paulo Lins, senti-me diante de uma missão impossível. O livro é excelente. Por isso mesmo, impunha muitas dificuldades para a adaptação. Talvez por ser um cara-de-pau, topei o desafio. Corri riscos. Ousei. E graças à confiança do Fernando, que apostou na ousadia, o roteiro deu certo. Primeiro, foi selecionado para o Laboratório de Roteiros do Sundance Institute. E, agora, recebe o prêmio MPA/WGA - sem dúvida, um incentivo para nós, roteiristas, continuarmos apostando na criatividade, na originalidade e na qualidade do nosso trabalho. Prêmios como este são fundamentais para dar impulso à profissionalização dos roteiristas brasileiros. Espero que a MPA continue apostando nisso.

Braulio Mantovani

Obra: Cidade de Deus

VENCEDOR DA CATEGORIA ROTEIRISTA II

Um concurso de roteiros é sempre um bom motivo para fazer um roteiro ou para mexer num antigo. O "Terra Papagalli" é um exemplo disso: foi realizado para o concurso do Minc e depois refeito para o da MPA. E como nesta atividade só se melhora com experiência, estes concursos acabam sendo um modo de aprimoramento dos profissionais. Penso que este prêmio será útil por três motivos: pelo dinheiro, pelo curso e, principalmente, como selo de qualidade, pois ter vencido um concurso da Motion Picture serve como um selo de qualidade, o que, talvez, facilite algum patrocínio. Mesmo porque o desejo de todo roteiro é transformar-se em filme, e não ficar comendo pó numa gaveta à espera de concursos.

José Roberto Torero

Obra: Terra Papagalli

Finalizando: Através da Janela


O conteúdo deste boletim foi elaborado por Sílvia Costa da

Apoio:



Você gostou deste site ?
Sim   Não  



BOLETIM

GRUPO ROTERISTAS


Os Novos  Artigos  Em cartaz
Festivais nacionais  Participe 
Editorial

Desde Novembro/1995 a lista CinemaBraSil tem sido parada obrigatória pro pessoal de cinema. mais de 1000 assinantes profissionais, estudan- tes de cinema debatem estratégia e conceito. O Cinema Brasileiro vi- ve uma virada mercado- lógica, mas a virada estética e ideológica não vinha acontecendo. Este sonho torna-se realidade com este novo ponto-de-encontro para opiniões e ensaios. Use e abuse. Ele é seu. A partir de Março/97, a lista ROTEIRISTAS tem reunido centenas de profissionais do texto para Cinema. Participe você também: majordomo@cinemabrasil.org.br SUBSCRIBE roteiristas <enter> Não deixe de visitar a ROTEIROTECA e baixar os textos na íntegra para estudo:

Desde 17 de Outubro de 1995, tivemos  visitas

Para sugestões, use nosso Formulário de Pesquisa.


Copyright © 1996 FIBRA Eletrônica I.C.Ltda/FIBRA Cine Video

Este projeto é autorizado pelo Ministério da Cultura
para oferecer desconto no Imposto de Renda para os Patrocinadores deste site.






NOSSOS AGRADECIMENTOS A:


Min.Cultura


Univ.Fluminense


Sindicato T.I.Cinema


 


Visualnet nos dá a conexão com a INTERNET


Link Produções digitaliza as fotos


Alternex forneceu espaco em disco WWW