FESTIVAL DE BRASÍLIA 99







Brasília, 27 de Novembro de 1999


Mostra Competitiva: quarta noite	



	O primeiro curta exibido nesta quarta noite da Mostra Competitiva 
foi "3 Minutos", "mas sua duração é de seis", brincou a diretora Ana 
Luiza Azevedo ao subir no palco para a apresentação. O filme custou R$ 25 
mil e seu roteiro é assinado por Jorge Furtado. Abordando o tema do 
momento em que se toma ou não uma decisão definitiva, sobretudo quando a 
solidão faz a diferença, foi aplaudido pela platéia de modo discreto.

	Já "Tepê" foi entusiastica e merecidamente recebido. O curta do 
diretor José Eduardo Belmonte possui momentos geniais e é engraçadíssimo. 
Tem tudo para entrar na lista daqueles curtas-metragens que dificilmente 
esquecemos. O Todo-Poderoso, que na animação "Deus é Pai" andou em baixa, 
agora dá a volta por cima neste filme que custou R$ 62 mil e conta com a 
interpretação fantástica de Rogério Fróes, estreando em curtas. Vale a 
pena conferir.

"Hans Staden", o primeiro longa exibido neste sábado no Cine Brasília é um filme que trata com competência um fato histórico ocorrido com o marujo-cronista alemão, que relatou-o na obra Duas Viagens ao Brasil, a qual foi motivo de inspiração para o diretor Luiz Alberto Pereira realizar o filme. A fidelidade e seriedade com que o diretor conduz o filme assemelha-o quase a um documentário, sendo esta a primeira vez que é exibido no Brasil. O público presente reconheceu o valor intrínseco do filme e o aplaudiu com consciência. O filme revela aspectos curiosos da cultura indígena brasileira de uma forma altamente respeitosa. Todo o filme é falado na língua tupi quando não em português arcaico, francês ou alemão, acompanhado de legendas. Um esforço fantástico que confere ainda mais credibilidade ao filme. "Mais difícil que falar em tupi, é ter que falar com sotaque alemão", confessou o ator Carlos Evelyn ao final da exibição. Ele interpreta de modo convincente o personagem principal e a maior parte do tempo totalmente nu. O filme "Hans Staden" permancerá em nossa cinematografia como um referencial para a compreensão da cultura brasileira.
O longa "No Coração dos Deuses" no momento da apresentação inicial, foi muito festejado. O diretor Geraldo Moraes, que sempre filmou na região centro-oeste chamou ao palco toda a equipe presente e muitos deles se pronunciaram. Destaque para Regina Dourado com todo o seu entusiasmo, arrancando declarações de amor da platéia. Fagundes, que interpreta dois personagens no filme, mandou recado através de Roberto Bonfim lamentando não poder estar presente devido a outros compromissos. Porém, no final da exibição, talvez até pelo cansaço de estar assentado por praticamente quatro horas diariamente, o ânimo da platéia não permitiu uma reação muito favorável ao filme. Ouviram-se vaias entre os aplausos. Na verdade, como o próprio diretor afirmava em todo o tempo, o filme é uma aventura direcionada sobretudo ao público juvenil. O desejo de contar episódios da história do Brasil desta forma nasceu com o próprio cineasta em sua juventude e posteriormente foi reforçado pelo desejo dos próprios filhos. É uma verdade que no filme há momentos que deixam a desejar, porém é válida a tentativa de transportar para o cinema parte de nossa história de uma forma diferente, divertida. Há igualmente bons momentos no filme e alguns deles ficaram a cargo da interpretação dos atores, como o próprio Fagundes (tanto como Gaspar Correa quanto como Fernão Dias), Roberto Bonfim, Mauri de Castro e Tonico Pereira, em curta participação. Abraços, Mônica Campos. Monicac@inetminas.estaminas.com.br << VOLTA

Estique seus pés e relaxe. Você pode assistir agora Televisão na Internet na      

Entrevista exclusiva de 20 minutos sem cortes com NÉLSON PEREIRA DOS SANTOS,
o grande homenageado do FESTIVAL DE BRASÍLIA 98, pelos seus 70 anos de vida
cinematográfica, e também vários trailers de filmes nacionais.

Desde 18 de Outubro de 1995, tivemos   visitas ao site.
MAIS DE TRÊS MILHÕES DE PÁGINAS VISTAS POR PESSOAS DO BRASIL E DO MUNDO!