FESTIVAL DE BRASÍLIA 99
(Abertura)

Brasília, 23 de Novembro de 1999





	Uma novidade este ano no decorrer dos debates no Hotel Nacional é 
a visita de uma delegação francesa que terá à sua frente, ninguém mais e 
ninguém menos do que Serge Toubiana, redator chefe da revista Cahiers du 
Cinéma. Como um país que ainda resiste à dominação norte-americana, 
detendo 30% de seu mercado interno para o próprio cinema, certamente a 
delegação francesa terá informações importantes para a realidade do 
cinema brasileiro.

	O comentário geral com relação ao estilo predominante nos filmes 
em disputa neste ano é o da abordagem histórica, seja através de 
documentários, docudramas, ou mesmo como fator de peso na estrutura das 
ficções. Dez, dos doze longas, apresentam esta característica. Exceção 
apenas para duas narrativas voltadas para o aspecto individualista, que 
são "Gêmeas" e "Por Trás do Pano".

	Nelson Pereira dos Santos é o autor da palestra "Uma janela para 
o Brasil: o cinema nacional no Brasil e no Mundo", cujo nome não constou 
do programa divulgado anteriormente.

	Nos dias 27, 28 e 29 de novembro, às 10 horas da manhã no Cine 
Brasília, haverá uma homenagem a Glauber Rocha com a exibição dos filmes 
que compõem a Trilogia da Terra: "Deus e o Diabo na Terra do Sol", "Terra 
em Transe" e "Idade da Terra".
	O Júri Oficial para os filmes em 35 mm é composto por: Cláudio 
MacDowel, Manfredo Caldas, Ugo Giorgetti, Suzana Schild, José Geraldo 
Couto, Imara Reis e Murilo Salles.
	Para os filmes em 16 mm: Toni Venturi, Mauro Giuntini, Nuno César 
Abreu, Carlos Heli de Almeida e Kátia Mezel.

COMISSÃO DE SELEÇÃO:
	A Comissão de Seleção para os filmes de longa-metragem foi 
formada por: Fernando Adolfo Cardoso de Andrade, Vladimir Carvalho, 
Severino Francisco, Wilson Cunha e Adhemar Oliveira.
	Para os filmes de curta-metragem em 35 mm, a Comissão foi a 
seguinte: Érica Bauer, Rosa Berardo, Rafael Conde, Maurice Capovilla e 
Cecílio Neto.

PREMIAÇÃO DO FESTIVAL:

	Quanto aos prêmios oferecidos pelo Festival este ano, temos:

Para longa-metragem 35 mm:
Melhor filme - R$ 50.000,00
Melhor diretor - R$ 5.000,00
Melhor ator - R$ 3.000,00
Melhor atriz - R$ 3.000,00
Melhor ator coadjuvante - R$ 1.500,00
Melhor atriz coadjuvante - R$ 1.500,00
Melhor roteiro - R$ 1.000,00
Melhor fotografia - R$ 1.000,00
Melhor direção de arte - R$ 1.000,00
Melhor trilha sonora - R$ 1.000,00
Melhor montagem - R$ 1.000,00

Curta ou média-metragem 35 mm:
Melhor filme - R$ 10.000,00
Melhor diretor - R$ 3.000,00
Melhor ator - R$ 1.500,00
Melhor atriz - R$ 1.500,00
Melhor roteiro - R$ 1.000,00
Melhor fotografia - R$ 1.000,00
Melhor montagem - R$ 1.000,00

Curta, média ou longa 16 mm:
Melhor filme - R$ 5.000,00
Melhor diretor - R$ 2.000,00

Júri popular:
Melhor longa-metragem 35 mm - R$ 10.000,00
Melhor média ou curta-metragem 35 mm - 5.000,00

Prêmio Paulo Emílio Salles Gomes:
Melhor produção do Distrito Federal - Troféu Candango

Todos os longas-metragens selecionados receberão, em conjunto, um espaço 
de publicidade equivalente a R$ 120.000,00 em veículos da mídia impressa 
de grande circulação no país

Prêmios Especiais:
Câmara Legislativa do Distrito Federal
Melhor longa-metragem 35 mm - R$ 50.000,00
Melhor curta-metragem 35 mm - R$ 10.000,00
Melhor filme 16 mm - R$ 5.000,00

Cinema pela Infância/Agência de Notícias do Direitos da Infância
Melhor curta e longa-metragem 35 mm - Estatueta em ouro e mármore negro

Brasil 500 Anos
Melhor longa-metragem 35 mm - R$ 50.000,00
Melhor curta-metragem 35 mm - R$ 10.000,00
Melhor documentário 16 mm - R$ 5.000,00

Marco Antônio Guimarães/Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro
Troféu ao curta, médio ou longa que melhor utilizar pesquisa sobre o 
cinema brasileiro

Kodak
Melhor curta-metragem - Cinco rolos de negativos 16 mm 7248 com 400 pés

Aquisição Canal Brasil
Aos dois melhores curtas-metragens 35 mm - Dois prêmios de R$ 5.000,00

Quanta Iluminação
Melhor curta produzido em Brasília - R$ 6.000,00 em equipamentos

Labo Cine
Melhor longa 35 mm - 5.000 metros de revelação e telecinagem
Melhor curta 35 mm - 1.000 metros de revelação e telecinagem
Melhor curta 16 mm - 400 metros de revelação e telecinagem

Casablanca
Melhor longa 35 mm/Júri popular - telecinagem de 100 latas de 120 metros
Melhor curta 35 mm/Júri popular - telecinagem de 20 latas de 120 metros
Melhor curta ou média 16 mm/Júri popular - telecinagem de 20 latas de 120 
metros

Cinema/Copiagens e Revelações
Melhor curta-metragem em 16 mm - revelação, lavagem e preparação (2000 
metros de negativo/16 latas)

Curt e Alex Associados
Melhor curta-metragem 35 mm - 8 latas de negativo color, preparação para 
telecine, telecinagem off-line, montagem de negativo, revelação de som e 
1ª cópia com marcação de luz
Melhor curta-metragem 16 mm - 4 latas de negativo color, preparação para 
telecine, telecinagem off-line, montagem de negativo A/B, revelação de 
som e 1ª cópia com marcação de luz

Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo e Sociedade dos Amigos do Pólo 
de Cinema e Vídeo Grande Otelo
Melhor filme - Troféu e R$ 1.000,00


SEMINÁRIO:

	O seminário que acontecerá entre os dias 26 e 30 de novembro no 
Hotel Nacional às 15 horas apresenta os seguintes temas e participantes:

Linguagem Audiovisual e Educação: Ministério da Educação/Ministério da 
Cultura e a TV Escola
Com: Pedro Paulo Popovic, José Álvaro Moisés e José Renato Monteiro
Comentador: Representante da Fundação Roberto Marinho

Estruturas Dramáticas do Cinema na Atualidade
Com: José Carlos Avelar, Ismail Xavier e Nelson Pereira dos Santos
Comentadora: Ivana Bentes

Cultura Cinematográfica e Formação de Platéias
Com: João Luiz Vieira, Miguel Pereira e João Lanari
Comentador: Maurice Capovilla

Cinema e Identidade Cultural
Com: Geraldo Sarno, Daniela Thomas e Senador José Fogaça
Comentador: José Carlos Avelar

	Encerrando por aqui, acrescento em tempo que, não obstante o 
atraso de uma hora para seu início, a cerimônia de abertura do 32º 
Festival de Brasília do Cinema Brasileiro não se prolongou. Os 
apresentadores foram Eduardo Conde e Marta Benévolo. Ao contrário do que 
constava do programa, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional 
apresentou-se sob a regência do maestro Marcelo Ramos, sendo aplaudida de 
pé pela grande maioria dos presentes que, à propósito, não chegaram a 
lotar o teatro. O filme de José Sette igualmente recebeu aplausos 
espontâneos da platéia, sobretudo no momento em que o maestro Camargo 
Mariano elogia Brasília. Dentre os presentes nesta primeira noite, 
estavam, entre outros, Nelson Pereira dos Santos, Sylvio Back, Dona Lúcia 
Rocha e o ator Rogério Froes. Em seguida houve o tradicional coquetel, 
finalizando as atividades da noite de abertura do Festival.


Filme "Camargo Mariano" de José Sette abriu o festival.


	No decorrer do dia entrarei em contato novamente e enviarei, 
entre outros assuntos, os resumos, bem como o elenco dos filmes em 
competição. 

Abraços,

Mônica Campos.
monicac@inetminas.estaminas.com.br



Secretário do Audiovisual José Álvaro Moisés
ao lado do transformista que fazia a festa.


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